Blog da ADN - Associação de Defesa da Nazaré

12
Abr 10

Aqui há dias, a percorrer o paredão, deparei com algo que nunca pensei pudesse existir, tendo em conta o absurdo da situação. Verifiquei a existência de portas viradas para o terreno confinante, portas estas com laje de varanda a sobrevoar o terreno em questão.

Esta situação, faz me recuar no tempo, e recordar-me de tamanhos disparates que se afirmaram e afirmam por ilustres representantes autárquicos, que nos defendem nas mais variadas questões, de entre elas, e a que me interessa, o património.

 

Esta coisa, o património, faz nos fazer autênticos disparates, como pensar em classificar a Ladeira do Sítio, como Património Imóvel de Interesse Municipal, intenção louvável, mas sem conteúdo. Muito menos, quando afirmamos que esta, a ladeira do sitio, tem importância por estabelecer a povoação da praia da Nazaré, algo visível a olho nu, pois qualquer ser vivo, consegue descortinar as edificações a surgir coladas à ladeira e a formar percursos e aglomerados urbanos em redor desta. Coitada da Ladeira, que depois de tantos anos ainda tem de levar com estas ideias hediondas e moribundas de fundamento e coerência.

 

Tudo isto, vem solto e avulso, sem qualquer significado temporal, justificado apenas por questões de agenda politica e pessoal. Senão veja-se que, quando se referiu em reunião ordinária da Câmara Municipal de Nazaré, no dia 17 de Julho de 2006, que o G. T. L. está em fase de início da sua actividade logo a seguir ao Verão e será necessário realizar uma discussão prévia com o citado Gabinete, que afinal irá superintender na citada matéria, isto em relação à protecção do património urbano, o Presidente da Edilidade apresentou, mais do que uma vontade, mas o que ficou foi a intenção, pois como se comprova, já passaram 4 anos e nada se passou.

 

Por volta da mesma altura, afirmava alguém que, é preciso começar a trabalhar, desde já, para vencer o desafio. Amanhã, será tarde, isto em relação a medidas de protecção do património cultural nazareno.

 

E afirmação daqui e dali, e o certo é que ficámos e ficamos, na mesma, quando tínhamos todo o apoio do poder central, para podermos mostrar a todos que de facto, temos mais do que palavras, que cumprimos o que desejamos, através do PRAUD, que financiava as obras nas áreas urbanas degradadas, para além de financiar os Gabinetes Técnicos Locais, criados pelos Municípios, relembro FINANCIAVA 75% nos encargos do município com o funcionamento de um Gabinete Técnico Local, designadamente as remunerações do pessoal do GTL e 25% nos encargos da câmara municipal com a operação de reabilitação ou renovação de área urbana degradada seleccionada.

 

Perdemos oportunidades atrás de oportunidades, mas no entanto, continuamos no pedestal, a olhar para baixo, sem nos importarmos com o que se passa acima de nós, um tremendo erro estratégico pois as pessoas, quando adormecidas, só têm um fim, o acordar, e quando despertarem, verificarão que nada se fez pelo nosso património e que quem de direito, tudo deixou fazer ao nosso património.

 

Diz-se, que Dom Fuas Roupinho fez uma capela em honra de um Milagre. Aqui apetece-me dizer que só um Milagre, conseguirá honrar a promessa e fazer o Centro Histórico da Nazaré.

 

E lá vou eu, pelo paredão fora…..…

 

O MIRANTE


05
Abr 10

A associação ambientalista Quercus denunciou recentemente a inexistência de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) tanto para a Área de Localização Empresarial de Valado dos Frades (30 hectares), como para o traçado do IC9 Nazaré – Alcobaça – EN1 (desflorestação de 48 hectares), as quais são obrigatórias atendendo à dimensão e natureza destas infra-estruturas.

 

Efectivamente, a legislação (Decreto-Lei nº 197/2005) define a obrigatoriedade de AIA para os loteamentos industriais com área superior a 10 hectares, assim como para os itinerários principais e itinerários complementares, como será o caso do IC9.

 

Importa notar que a obrigatoriedade de Avaliação de Impacte Ambiental não significa o “chumbo” ou adiamento “sine die” destes projectos. Significa isso sim que, a lei exige a realização de estudos técnicos, que se pretendem credíveis e sérios, de modo a que sejam ponderadas as melhores localizações, e analisados os factores de risco para os valores ambientais, tentando minimizar tais riscos ou mesmo propondo soluções e/ou localizações alternativas.

 

A AIA visa assim dar cumprimento a dois princípios fundamentais da política de ambiente: o princípio da prevenção e o princípio da participação dos cidadãos (Lei de Bases do Ambiente, artº 3º).

 

 

O caso da Área de Localização Empresarial

 

No caso da chamada Área de Localização Empresarial de Valado dos Frades, e para além do visível impacte visual negativo da desflorestação (nem sequer foi deixada uma “cortina verde” de enquadramento junto à estrada e à vila), a inexistência de AIA pode significar que não estão acautelados os interesses da população de Valado dos Frades em matérias como o ruído, os resíduos, a qualidade do ar, a qualidade dos solos, a qualidade de vida, as acessibilidades, os recursos hídricos, entre outros.

 

Resta ainda saber da efectiva viabilidade desta infra-estrutura que, num contexto de forte crise económica, em que as indústrias e serviços estão em grandes dificuldades, e com uma oferta excedentária de parques empresariais na região, não irá redundar apenas na instalação de 3 ou 4 armazéns (sem impacte relevante no emprego), assim como no aumento do endividamento de uma autarquia já de si bastante endividada. A situação actual deveria levar à construção pensada e faseada da infra-estrutura, com menores encargos para o ambiente e para o erário público.

 

Quiçá, se não aparecerem empresas/indústrias, a Câmara Municipal sempre pode aproveitar o espaço para uma mega parque de estacionamento para o Verão nazareno…

 

 

O caso do IC9

 

E o que dizer da ausência de Avaliação de Impacte Ambiental no troço do IC9? Quais as medidas tomadas para minimizar a destruição de parte da Mata Nacional de Valado de Frades? Estão asseguradas as medidas para evitar a contaminação dos importantes aquíferos da Nazaré? Quais as medidas de mitigação dos efeitos da construção da estrada na geomorfologia, na paisagem, no ruído, entre outros parâmetros?

 

Importa recordar que, a propósito da Variante da Nazaré EN 242 (6,7 km), foi efectuado o devido estudo de impacto ambiental, no ano de 2002, tendo sido apresentadas várias alternativas, bem como descritos os efeitos positivos e negativos nos diversos descritores.

 

A Associação de Defesa da Nazaré tomou então posição concordante com os autores do estudo de impacte ambiental – a denominada “solução A” – tendo em conta que, face às outras alternativas, os impactes visuais seriam mais reduzidos, evitaria o atravessamento da Mata Nacional do Valado, funcionaria como barreira à expansão urbana, entre outros factores.

 

No documento apresentado em Dezembro de 2002 junto do Instituto do Ambiente, a ADN assinalou então dois aspectos que não se encontravam devidamente acautelados e que actualmente se mantêm com acuidade. 

 

Em primeiro lugar, a resolução do ponto negro “curva da Barca” e melhoria da acessibilidade ao porto da Nazaré. Em segundo, o estabelecimento de medidas de protecção e salvaguarda do património arqueológico existente na área. A este propósito, importa sublinhar que o antigo porto de pesca da Pederneira, com relevo na época dos Descobrimentos, deverá estar localizado em local contíguo à Variante (próximo do viaduto sobre o rio Alcoa), podendo assim existir um acervo arqueológico de grande relevância nesta área.

 

Resta saber se as Estradas de Portugal irão acatar as recomendações dos autores do estudo de impacte ambiental quanto à realização de prospecções arqueológicas, durante a fase de projecto de execução, as quais deverão ser acompanhadas por um arqueólogo especializado em arqueologia sub-aquática. Será que esta prática irá ser efectivamente prosseguida?

 

 

A sociedade civil não pode aceitar que “a bem do progresso” e de um “bloco central de interesses”, estas e outras perguntas fiquem por esclarecer e que, no fim de contas, a “lei do bulldozer” seja a que mais ordene…

 

 

Associação de Defesa da Nazaré


16
Ago 09

Neste período pré-eleitoral, têm-se multiplicado as discussões sobre listas e nomes, algumas das vezes em lutas intestinas, e muito pouco sobre propostas concretas, e verdadeiros compromissos de cada um dos partidos políticos perante os eleitores.

A Associação de Defesa da Nazaré (ADN), na sua qualidade de associação cívica, apresenta um conjunto de “bandeiras”, esperando-se que os partidos políticos se pronunciem sobre estas e outras propostas, de forma inequívoca e clarificadora perante o eleitorado. Eis a “carta de compromissos” proposta pela ADN:
 
 - Pela revisão do PDM
 
Fazer do Plano Director Municipal um instrumento estratégico para o desenvolvimento do concelho, onde sejam levadas à prática (nunca concretizada no actual PDM) a implementação de planos de pormenor e salvaguarda dos (ainda) centros históricos, a publicação da carta da Reserva Ecológica Nacional (REN), uma intransigente contenção dos perímetros urbanos, o não aumento dos índices de construção. Submeter os ditos “projectos estruturantes” (marina, hospital, etc.) a estudos de impacte ambiental e processos decisórios transparentes. Em suma, fazer da revisão do PDM uma verdadeira revisão da nefasta política urbanística da Câmara Municipal da Nazaré (CMN).
 
 - Pela proibição de novas construções na orla marítima
 
Proibir novas edificações na orla costeira do concelho (Pinhal de Nª Sra. da Nazaré, praia do Norte, São Gião, Salgado, Casal Mota e Serra da Pescaria), rejeitando quaisquer complexos turístico-imobiliários, como campos de golfe, valorizando antes um património natural que a todos pertence, e que, “sem betão”, pode ser devidamente valorizado para o eco-turismo. Corroborando o PROT-OVT (Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo), defende-se a criação de áreas protegidas de nível regional ou local nas áreas da Serra e Arribas da Pescaria e Pinhais de Alcobaça-Nazaré.
 
 - Pela requalificação dos centros históricos da Nazaré
 
Dar prioridade à reabilitação dos centros históricos da Nazaré (Praia, Sítio e Pederneira), incluindo a marginal da Nazaré, requalificando os espaços públicos, devolvendo-os aos cidadãos em detrimento do automóvel, ordenando o trânsito, melhorando a limpeza da urbe. Promover, através da sensibilização e formação, um conjunto de “boas práticas” para a qualificação do comércio tradicional, do alojamento turístico, e do mercado habitacional, no intuito de “devolver a centralidade ao centro”, combatendo a descaracterização e desertificação que os núcleos antigos têm sofrido.
 
 - Pela implantação de 2 parques urbanos
 
Implementar uma “operação verde” na Nazaré, com a construção de dois parques urbanos: um no Camarção (junto ao Complexo Desportivo), e outro nos Caixins-Sul. Para os Caixins-Sul, propõe-se, ao invés da urbanização da mega-marina, a implantação de um extenso “pulmão verde”, que poderá ser complementado com equipamentos públicos de que o concelho carece.
 
 - Pelo saneamento financeiro da CMN
 
Promover o saneamento financeiro da autarquia (uma das mais endividadas do país e sem obra feita) tomando as necessárias medidas para contenção de despesas supérfluas, supressão de actividades ineficientes, e uma séria análise custo-benefício sobre investimentos megalómanos (são os casos dos novos paços do concelho, teleférico, marina, etc.) que irão hipotecar as gerações actuais e futuras sob a forma de impostos. Promover auditorias periódicas às contas e implementar um orçamento participativo, aberto à discussão junto da comunidade.
 
 - Pelo abandono da mega-marina imobiliária
 
Abandonar o pseudo-projecto da mega-marina assente no imobiliário, e implementar um projecto exequível, a partir do ordenamento e qualificação do porto de abrigo, criando um porto de recreio em ligação com a área do porto de pesca, promovendo a instalação de umas “docas” (bares, restaurantes, etc.), e da extensão da marginal ao porto (passeio marítimo). Pretende-se, assim, que a Nazaré se reencontre com o porto, com a comunidade piscatória, e não criar mais um “ghetto” para o apetite dos interesses imobiliários.
 
 - Pela valorização do património construído e imaterial
 
Qualificar o património classificado (Santuário Nª Sra. Nazaré, Igreja de S. Gião, Forte de S. Miguel, centros históricos), valorizar a rede de percursos e miradouros da Nazaré, reinventar as tradições que fazem parte do património imaterial, devem ser outras das prioridades de uma terra que se quer afirmar no turismo, mas que não deve hipotecar a sua identidade a reboque de “falsas modernidades e modas” (dos hotéis de 5 estrelas, dos golfes e marinas, iguais a tantos lados).
 
 - Pela redefinição da vocação económica do concelho
 
O actual contexto de crise internacional vem tornar mais premente a necessidade de redefinição da vocação económica. Refundar o turismo em segmentos/produtos de vocação natural (turismo cultural, eco-turismo, gastronomia). Estimular a criação e desenvolvimento de produtos de valor acrescentado nas fileiras agro-industriais e na pesca (sem esquecer o papel inequívoco da pesca tradicional e do seu potencial económico e turístico), assim como a captação de empresas ligadas às novas tecnologias, poderão ser oportunidades da futura Área Localização Empresarial do Valado dos Frades.
 
 
 
A Direcção
Associação de Defesa da Nazaré

01
Abr 09

 

 

 

 “Com este Programa, até a Barracka Abana!!!”

 

- Não vamos divulgar os membros da nossa lista porque é segredo. Já decidimos, mas inda na tá decidido quem é que decide decidir. Não informamos quem consta da nossa lista sem primeiro os nossos concorrentes decidirem decidir quem vai decidir avançar pelas respectivas listas. Menos que ninguém!! Mas posso garantir, em primeira-mão, que já escolhemos e tá decidido decidirmos.

 

Propostas Pré-Eleitorais

 

- Negociações avançadas para construir a “mansão portuguesa” da Playboy no Forte S. Miguel (Farol). Tomámos conhecimento que andavam em prospecção de mercado, para instalar a mansão das coelhinhas e fomos rápidos a agir e o acordo está praticamente selado. Uma das cláusulas que fizemos questão de incluir no acordo foi a de haver um desfile mensal das coelhinhas do mês em bikini, ao longo da marginal faça sol ou faça chuva. Vai ser instalado um heliporto na Pedra do Guelhim pa receber o Senhor das Coelhinhas, assim como uma ponte suspensa para ligar o heliporto à mansão.

 

- Projecto já elaborado que vai permitir fazer a ligação do IC9, vindo da Praia de Norte através de um túnel a ser escavado no promontório, ao Picarolo (pa lá da Prainha) que continua pela encosta e vai ligar a uma nova rotunda projectada junto ao Restaurante Arte Xávega. É um projecto que envolve as melhores empresas mundiais no sector da construção de obras “milagrosas”. Contamos ainda que façam um documentário para passar no National Geographic, no programa “Obras Incríveis”

 

- Construção de dois parques de estacionamento revolucionários. 1- Um parque de estacionamento aquático, desde o Porto de Abrigo até ao Promontório, com vários estabelecimentos de tipologia cafébarpastelariarestaurantediscotecachambre de apoio e com vista para o Canhão da Nazaré. As pessoas podem ver os peixinhos e as redes n’água. Vai ser uma obra que marca um mandato de grande sucesso. O Projecto afigura-se como uma realidade quase certa para estar concluída em 2012. 2- Um parque de estacionamento aéreo. Este projecto ainda está em fase de conclusão visto que a sua complexidade requer aprovação por parte de engenheiros da NASA. Mas, estamos confiantes no seu grande êxito. Caso ainda seja necessário mais parques de estacionamento, já encomendámos um estudo para fazer parques de estacionamento nas ladeiras do Sítio e da Pederneira com vista pás Berlengas.

 

- Vamos substituir a REN e RAN por algo mais ambicioso como são o BETAO e ALCATRAO. Uma última medida que nos vai garantir o sucesso desta grandiosa operação de riqueza, é substituir o PDM pelo PCM. Não faz sentido ter um Plano de “Desenvolvimento” Municipal se o que nos interessa é o Plano de Crescimento Municipal. Quem inventou o PDM na percebe como os políticos pensam e funcionam. Nós vamos mudar isso. E, finalmente, vamos apoiar com mais força o Programa EAJSE – Empreiteiros Amigos, Jamais Serão Esquecidos.

 

- Vamos tornar a Nazaré numa zona franca. Queremos pagar menos impostos e vamos também estimular o aparecimento de 5 ALÉS. Já existem contratos celebrados com algumas empresas. Posso dar dois exemplos:

1- Uma delas do ramo automóvel que, mais precisamente, fabrica exclusivamente TT’s: veículos todo-o-terreno. Através de um protocolo-promessa celebrado com uma empresa, os nossos munícipes podem adquirir um TT pela metade do preço. Isto vem solucionar um problema dos nossos munícipes que não conseguem circular com um carro ligeiro normal nas nossas estradas, eu diria, propositadamente e estrategicamente esburacadas. Queremos preservar buracos que têm muitos anos de história e fazem parte da nossa cultura rodoviária. Que seriam das oficinas senão prestássemos este gesto de solidariedade para com eles. Foi esta a nossa melhor solução encontrada.

2- A outra empresa tá ligada à tecnologia de ponta. Uma empresa que fabrica diverso tipo de calçado com sensores especiais nas solas que detectam os montinhos de cocó presentes nas ruas e desviam os pés sem ser preciso estarmos com atenção. Lá está, celebrámos um protocolo-promessa com a empresa, para que os nossos munícipes possam no futuro adquirir calçado por metade do valor. E digo mais. Vamos ter várias barraquinhas de apoio com este tipo de calçado para alugar aos visitantes e turistas. Vamos estimular o turismo com a criação deste novo produto, muito interactivo e com tecnologia de ponta. Queremos preservar as nossas práticas culturais mais relevantes. Digam lá que não temos ideias?!

 

- Vamos dar início à proposta de construção de um aeroporto para a Nazaré. Ficámos sem o da OTA mas queremos um pá Nazaré. Vamos aproveitar os 500 metros de costa que ainda temos disponíveis pelo mar-a-dentro e que nos permite assim construir uma pista suficientemente comprida para receber voos internacionais. Vamos concretizar uma obra que só encontra comparação possível na obra do Aeroporto de Macau. O projecto já está em fase de elaboração. É irreversível, venha quem vier!!

 

- Prometemos construir entre 1000 e 1400 fogos todos os anos. Com o surgimento de muitos fogos nas épocas quentes, contamos manter um ritmo estável de crescimento. Os riscos estão calculados e a calendarização está feita. Segundo os nossos cálculos, o aparecimento dos fogos não vai ser um problema. Apostamos em ter a presença de mais janelas fechadas. Achamos que as oportunidades criadas pelas janelas abertas já não nos satisfazem. Procuramos outras oportunidades para produzir formas de riqueza.

 

- Vamos construir 2 Marinas. Uma a norte do Porto de Abrigo e uma a sul. Estamos fartos de ver a marina andar de um lado pó outro. Fazemos duas e acabamos por agradar quem defende a sul e quem defende a norte. Isto dá para todos. Temos muitos interessados em investir na Nazaré, inda para mais se poderem construir à-vontade, como é nossa vontade que aconteça. Problema resolvido, venham as Marinas.

 

- A praça Sousa Oliveira vai ficar ainda mais bonita com a nossa proposta de esplanadas com rés-do-chão e 1º andar. Vamos sugerir que no rés-do-chão funcione um Drive-in de todas as casas. Seremos pioneiros nesta área, eu diria que temos ideias e tecnologia de ponta. Não há pai pá gente!!  Além da inovação do Drive-in iremos abrigar a totalidade da Praça com uma cobertura movível na horizontal e na vertical. Se faz sol, tá tudo aberto, se chover, fecha-se tudo. Quem na quiser passar pelos Drive-ins, das casas a norte ou a sul da praça, vai ter uma via de rodagem ao centro. Esta via afunda-se e torna-se num túnel e quem quiser sair no final do túnel vai ter que pagar portagem. Mái nada!!

 

- Vamos construir várias passadeiras rolantes, tomem nota para não se esquecerem: Do Sítio à Praia, da Praia à Pederneira e da Pederneira ao Sítio. Vão ser passadeiras com duas faixas e duas vias em cada faixa. Uma via para se poder caminhar e outra para se ir sentado. É à escolha do freguês.

 

- Vamos construir mais um teleférico até ao Monte de S. Brás, que vai copular ao teleférico da Pederneira. O único senão deste teleférico é na ter um túnel pá gente poder dizer aos palecos «Baixem as cabeças!!»

 

- Vamos apostar na piscicultura intensiva de Cabozes e Julianas. Queremos devolver aos nossos munícipes a oportunidade de ter no Canto das Pedras uma fonte de divertimento para crianças e adultos, através da pesca ou apanha destes peixinhos. Preparem as canas e os anzóis, vai tar o pêxe acamade!!

 

- Vamos criar um pacote de 12 Grandes Festivais Temáticos, um pa cada mês do ano, a ter lugar anualmente. Cada vencedor levará um “Sbêrk”, o nosso prémio. Um dos festivais será:

            * Festival “Chambres e Apartamentos” com vários categorias a prémio:

- ex.: Prémio para a Tableta Cansadora/Apoquentadora: atribuída à protagonista que mais vezes conseguir ouvir um “não, obrigado” e contínua a insistir.

- ex.: Prémio para a Tableta Pontaria: atribuída à protagonista que mais rapidamente entrar na garagem da Rodoviária e conseguir dizer “aquele é meu”, sem acertar numa pessoa que seja da Nazaré.

- ex.: Prémio para a Tableta Aventura: atribuída à protagonista que mais vezes é quase atropelada por estar no meio da estrada, quase a entrar pelas janelas adentro dos carros que passam;

- Prémio especial para a categoria de “Ái a nha rica casa!!”- atribuído no Dia 2 Janeiro de cada ano

- Ao todo são 12 categorias a prémio. Um Festival impar no mundo inteiro.

 

- Vamos construir um Multiusos no subsolo do Terreiro, no Sítio. Um elevador panorâmico seis pisos abaixo do solo, com entrada no Coreto. O tecto do Multiusos vai ser totalmente transparente, o mesmo é dizer o chão em redor do Coreto até à estrada vai ser transparente… Vai haver uma passagem secreta para uma sala que a gente vai encontrar lá. E se na encontrarmos uma, inventamos uma. Vamos ter um outro elevador, no interior do Multiusos, que desce até à praia. Ahn… Isto sim, é uma promessa impossível. Mas na política fazemos tudo virar realidade. Votem na gente anda.

 

- Vamos construir dois mercados no Sítio

 

- Vamos meter a funcionar mais 12 Postos de Turismo

 

- Vamos dar independência às duas colónias: Valado dos Frades e a Famalicão.

 

- Vamos ordenar que se faça uma sondagem para arranjar novos nomes para baptizarmos os rios que entram no concelho da Nazaré. O qué nosso é nosso, o que é de lá é de lá.

 

- Descobrimos há bem pouco tempo uma outra lenda, na Nazaré, que não a do Dom Fuas. É a lenda do Não Fias. Ao que parece o peso da crise trouxe ao de cima os vestígios que há muito tempo andavam enterrados pela Nazaré fora.

 

- Vamos construir 7 campos de golfe. Queremos que os golfistas joguem num campo diferente todos os dias da semana. Na se preocupem com o financiamento porque através do Programa EAJSE vamos reunir o investimento necessário.

 

- Vamos tentar convencer os donos dos imóveis da marginal a vender ou alugar as casas todas aos chineses. Queremos ser conhecidos na China e no mundo como a terra mais típica de Portugal com a marginal mais tipicamente comercial Made in China. É claro que isto já vai mexer nos estudos de marketing até aqui encomendados pelo executivo camarário. Vamos ter que aprender a falar chinês porque vamos passar a receber muitos chineses. Já tou a imaginar os guias «meus senhores e minhas senhoras, vamos agora entrar na famosíssima China Boardwalk nazarena». Ganda pinta.

 

- Vamos organizar uma semana de Carnaval todos os meses do Ano. Não há terra comá Praia.

 

- A cada Terça-feira de Carnaval de cada mês passa a haver uma Reunião de Câmara ao intervalo. Já que ninguém quer saber da gente, a gente quer saber de vocês. Deixem lá as cegadas, quando assistirem às nossas sessões, na vão querer outra coisa. Já que é pa rir, riem-se com vontade.

 

- Prometemos que as Reuniões de Câmara lideradas por nós não começam com menos de 2 horas de atraso e não duram mais do que 24 horas. Vamos ter uns colchões de apoio nos Paços de Concelho pós heróis dos munícipes que precisam de chegar ao fim das sessões pa intervir. Primeiro tamos a gente, depois tão os munícipes.

 

- Vamos encomendar um estudo para mandar fazer barracas com cave, rés-do-chão e 1º andar na praia. Quanto mais barracas melhor. Já no início do nosso mandato iremos instalar umas pontes suspensas que permitem aos banhistas passar directamente do paredão pá borda d’água.

 

- No dia da nossa tomada de posse prometemos brindar todos os presentes com uma garrafa de JB 16 anos, a título gratuito.

 

- Prometemos levar os GD “Os Nazarenos” à Superliga.

 

- Podem dizer-nos tudo que aceitamos tudo

 

- Prometemos criar uma nova Rádio dependente. A 100.9 NazaréDependenteFM

 

- Prometemos criar as Freguesias do Sítio e Fanhais.

 

- Vamos mandar construir 7 Novas Barcas Salva-Vidas. Uma para cada dia da semana.

 

- Vamos rebaptizar a Avenida Vieira Guimarães como Tabletódromo da Nazaré. Todos os anos, nos dias 15, 16 e 17 de Julho vai circular um júri composto por membros internacionais (espanhóis, italianos, franceses, holandeses, chineses claro, etc.) ao longo da Tabletódromo para apreciar as inúmeras tabletas a concurso, e decidir a atribuição dos Prémios Sbêrk

 

Com a qualidade deste programa, a concorrência pode-se atirar toda ó mar.

 

Querem uma verdadeira mudança… votem na Frente do Guelhim!

 

 

 


 


30
Mar 09

 

Sempre que alguém toma a iniciativa de discordar connosco, deparamo-nos com uma oportunidade de crescermos pessoalmente. As relações apuram-se e tornam-se mais profundas, conquista-se a hipótese de se estabelecer um acordo em terreno comum, de agrado de todas as partes. É uma oportunidade de exercer o direito à liberdade de expressão e compreender que não existem assim tantas verdades absolutas quanto nós acreditamos existir.
 
As organizações, sejam elas públicas ou privadas, existem e são criadas para servir as necessidades humanas. Ora as organizações públicas têm a responsabilidade acrescida de serem o mais transparentes e justas possíveis. Qualquer decisão que se tome, qualquer acção que se empreenda, deve ser vista à luz dessa responsabilidade.
 
Era bom que este executivo camarário reexaminasse todos os seus procedimentos e práticas, estruturas e sistemas, para se certificarem de que tipo de visão e valores institucionalizaram, e continuam a promover.
 
Não havendo uma comunicação aberta e transparente, através de um sincero e significativo envolvimento e de uma participação activa, de toda a comunidade e respectivas organizações, as pessoas não chegam a compreender os critérios que sustentam as decisões que vão ser tomadas.
 
É necessário ter-se disciplina para dizer “não, obrigado”, às grandes “oportunidades”. Enquanto uma série de condições e esclarecimentos não forem reunidos, é irrelevante abraçarmos “a oportunidade de uma vida”, se esta não for verdadeiramente justa e benéfica para uma comunidade como um todo.
 
“ O poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente” Lord Acton
 
Os políticos actuais que se encontram no poder estão, cada vez mais, a adoptar atitudes de líderes autoritários, acabando por justificar por sua vez a passividade dos seguidores. Basta ir às Reuniões de Câmara para percebermos o alcance deste tipo de comportamentos. Querem transformar as pessoas em “coisas” manipuláveis e controláveis. Esta dinâmica gera acordos disfuncionais em que as pessoas dizem e votam sim, quando na verdade querem dizer e votar que não. Dizem as meias verdades, apenas apontando os possíveis ganhos e ocultando as possíveis perdas que, em muitos casos, superam em larga escala o peso dos benefícios.
 
Assistimos a Vereadores a aprovarem propostas quando na verdade nem sequer conhecem a fundo o teor das mesmas que estão a votar. Estes “líderes no poder” querem impor a força da posição, dando como mais um exemplo Reuniões de Câmara, em que muitas vezes acrescentando uma palavra insignificante a propostas apresentadas por outros agentes políticos, que em nada vão alterar o teor final da mesma, fazem-no apenas para garantir paternidade destas. Esquecem-se que com este tipo de comportamento estão apenas a contribuir para: 1- a perda da autoridade moral junto dos outros (apenas sabem “governar” pela imposição da força de uma posição privilegiada); 2- criam uma co-dependência por força da sua autoridade formal (aliás já bem visível, a julgar pelo pobre desempenho da oposição em apresentar propostas e projectos relevantes a discussão, não vá o Diabo tecê-las e, também estas serem roubadas pelo poder autoritário instalado); 3- e por último, o nível da qualidade de relação empobrece porque, afinal de contas, a autêntica abertura e confiança não se desenvolve neste tipo de “ambientes”.
 
Esta situação de autoritarismo elimina o conflito saudável e espalha ressentimento, ódio, falsa obediência, quebra de confiança, falta de qualidade e desempenho pobre. O problema maior é que o culminar de todas estas disfunções recaem e afectam a vida de toda uma comunidade. Cria-se um “ADN cultural” onde existe apenas uma posição e não um poder de escolha. Pois bem, o nosso ADN e a nossa ADN não vão abdicar desse poder de escolha que as pessoas ainda têm direito a conhecer, e merecem fazer uso dele sempre que o assunto lhes diga respeito. Estamos cá para garantir que a coragem nunca se amedronte perante aqueles que pensam e agem como donos e senhores da verdade absoluta.
 
“Coragem não é ausência de medo, é antes o sentimento de que existe algo mais importante do que o medo” Ambrose Redmoon
 
 
Quando estamos perante um líder de inegável qualidade profissional e possuidor de humildade pessoal, as pessoas e organizações vão apoiar de forma voluntária as suas acções e decisões, porque estes provaram ter sentido de serviço e, consequentemente, são fiáveis. Um “líder” que assume um papel de vítima, culpando tudo e todos pela sua inércia e incapacidade de reunir consenso à sua volta, jamais poderá alcançar outros resultados que não sejam o reflexo da mediocridade.
 
A Nazaré merece ser ouvida, merece mais empenho, merece mais participação de todos nós e merece que exijamos do nosso “líder” e respectivos vereadores, resultados e acções de inegável competência, honestidade e humildade. Quando esse dia chegar, nós cidadãos nazarenos e membros da ADN, também estaremos cá para salutar quem quer que seja pelo nobre e excepcional desempenho alcançado.
 
“A maneira mais segura de ver o carácter de alguém não será na adversidade, mas sim ao entregar-lhe o poder”   Abraham Lincoln
 
 
 
Abílio Piló
Direcção da ADN

23
Mar 09

 

"A destruição da costa não se explica com o financiamento partidário, mas com o enriquecimento ilícito de políticos e funcionários",

Maria José Morgado, SOL, 21/03/2009

 

 

 

 

Nos dias de hoje, ainda existem líderes políticos que não compreendem que na sociedade existem concepções e conceitos diferentes ligados à visão do mundo, existente em cada área social e política, e que não se tratam de planos secretos “dos outros” que procuram obstaculizar a sua não-acção quando se manifestam opiniões e posições diferentes, relativas aos assuntos em debate.

  

A intervenção do presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Jorge Barroso (JB), na sessão camarária de 9 de Março de 2009, é claramente desculpabilizante e a utilização da velha e doentia lógica de que “os culpados são os outros” e a ideia de que “quem pensar diferente é inimigo” é o corolário da sua própria incompetência.

 

Dos 15 anos de JB, é sobejamente conhecida: a aceitação acrítica de ideias vindas de fora; a não elaboração de novas propostas; a inexistência de estratégia e táctica para as pôr em movimento; a incompetência na acção que promove a desorientação, a arrogância, a surdez face a opiniões diferentes consubstancia a cegueira de quem já está a mais na vida pública e que deixará ao fim de dezasseis anos de poder autárquico como herança a desertificação, o betão, a desorganização urbanística, os atentados ecológicos feitos e que se procuram aprofundar.

Dezasseis anos de inércia, incompetência, falta de qualidade, a prática da baixa política, vide a “compra” dos dois vereadores, resultado de não saber trabalhar em minoria, mostram que o tempo “MonteBarroso” está esgotado.

Na Nazaré, não houve desenvolvimento, mas apenas crescimento do betão!

Como não nos cansaremos de afirmar, tal não , betãopermitiu o aparecimento de emprego (vide o número de imigrantes nestes últimos anos e o crescimento exponencial de nazarenos nas marinhas mercantes estrangeiras).

O que permitiu, sim, foi o aparecimento de algumas fortunas de empreiteiros e não só, próximos do poder (apoio a candidaturas e não só).

Estranhamos que, na linha da afirmação do ex-vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, “onde há muita construção, há corrupção”, na Nazaré, as malhas estejam tão largas e nem só um caso tenha sido detectado! “Bendita terra”, diriam os crentes.

 

Em que é que JB se tem mostrado diferente da parte final de Luís Monterroso?

 

 

P’la Direcção

Associação de Defesa da Nazaré


10
Fev 09

 

 

A Associação de Defesa da Nazaré (ADN) vem publicamente alertar a comunidade local e as entidades competentes, nomeadamente, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), para a insustentável ausência da publicação da carta da Reserva Ecológica Nacional (REN), bem como para a opacidade do processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM).

 

Pela célere publicação da carta da REN

 

A Nazaré é o único concelho da região Oeste e um dos poucos do país que não dispõe de carta da REN publicada. Ao abrigo deste facto, a Câmara Municipal da Nazaré (CMN) não tem hesitado em aplicar um regime transitório, absolutamente discricionário, ao serviço de determinados interesses particulares.

Para a CMN, o património natural parece não existir. Não se conhecem estruturas ecológicas, zonas “non aedificandi”, espaços verdes, áreas florestais e agrícolas.

Todo o terreno é “pasto” para a construção, na sua maioria, desenfreada, caótica, sem respeito por quaisquer valores ambientais.

Uma REN publicada já teria inviabilizado alguns dos atentados urbanísticos da Nazaré.

A continuação da ausência de uma carta da REN eficaz só pode ser motivo de extrema preocupação para todos aqueles que acreditam num modelo de desenvolvimento verdadeiramente sustentável e não predatório do território.

As notícias dos últimos tempos são, por isso, deveras preocupantes a este respeito.

Previstos complexos imobiliários em São Gião e Serra da Pescaria, literalmente em cima de sistemas dunares, sapais, faixa terrestre de protecção costeira, arribas fósseis. Tudo “travestido” de interesse turístico, com golfe e hotéis à mistura, para caucionar mais um atentado à beira-mar plantado.

Marina Nazaré XXI, mais outro propalado mega-complexo imobiliário, a bem do turismo (que turismo?), em terrenos RAN e REN, que não será mais que um “pretexto” para a construção de mais uns milhares de fogos, que alimentarão o pecúlio dos grandes interesses imobiliários.

Na praia do Norte e no Pinhal de Nª Sra. da Nazaré, também se fala, de quando em vez, de outro complexo turístico-imobiliário, cuja receita é a mesma: golfe, hotel e muitas, muitas moradias. Tudo isto junto ao mar, emoldurado por um ambiente natural quase intocado, como convém ao “marketing” dos agentes imobiliários…

No cimo da encosta da Pederneira, erguem-se prédios de 4 pisos, seja para acolher hotéis, seja para hospitais, seja ainda para o imobiliário do costume. Sem salvaguarda do património (Caminho Real), sem planos de pormenor e estudos de impacte ambiental que validem seriamente estas opções. Como é possível que, por exemplo, um investimento de tantos milhões num hospital não seja precedido de avaliação de impacte ambiental?

No interior do tecido urbano, os interstícios de coberto vegetal, que envolviam o trinómio Praia – Sítio – Pederneira, dão lugar a blocos de betão, bem encavalitados ao “bom estilo” algarvio… A malha urbana da Nazaré, vista de qualquer ângulo, é hoje uma peça disforme, sem nexo, esmagada pelos edifícios de zonas como o Moinho de Vento, Camarção, Calhau, Rio Novo, Urbisol.

Há já alguns anos, a ADN propôs a classificação da Serra da Pescaria como área protegida. O PROT-OVT (Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo) vem agora propor a avaliação da “criação de áreas protegidas de nível regional ou local nas áreas da Serra e Arribas da Pescaria e Pinhais de Alcobaça-Nazaré”.

É altura de dizer basta! É chegado o momento de exigir a publicação da carta da REN que permita a salvaguarda do património natural do concelho!

 

 

Por uma revisão transparente do PDM

 

O Plano Director Municipal (PDM) da Nazaré foi ratificado pela Resolução de Conselho de Ministros n.º 7/97, de 16 de Janeiro, tendo como horizonte temporal um período de 10 anos, caso não fosse revisto antecipadamente. Já lá vão 12 anos desde o início de um mau PDM…

De muito se queixou o executivo camarário de Jorge Barroso do “legado” deste PDM. Mas, em boa verdade, pouco ou nada o fez para o alterar… Mesmo prevendo o PDM a elaboração de planos de pormenor e salvaguarda para os centros históricos, nada foi feito. Naquilo que estava errado, nada foi feito para ajustar, através de planos de pormenor adequados.

Ao invés, foram-se aproveitando as “brechas” e os perímetros urbanos do PDM para se fazer exactamente o mesmo que se havia criticado no consulado Monterroso.

No Verão de 2006, a CMN promoveu umas quantas sessões públicas para auscultar a população a propósito da revisão do Plano. Já lá vão 2,5 anos sem que se saiba quase nada… Apenas que houve uma reunião da comissão de acompanhamento do PDM em Dezembro último, e um 1º relatório de diagnóstico da equipa técnica. Mais nada.

Sabe-se também que estarão em elaboração 4 (quatro!) plano de urbanização: Famalicão, Praia do Norte / Sítio, Pederneira, Rio Novo / Moinho de Vento. Os objectivos são os do costume: ao invés de planear e ordenar, fazem-se estes instrumentos para caucionar alargamentos desmesurados de perímetros urbanos, e para dar cobertura a determinados compromissos assumidos pela CMN. Mais nada.

O “modelo visionário” do novo PDM tem o mote dado pelo Presidente da CMN. Objectivo: aumentar a população da Nazaré. Em tempo de Carnaval, isto bem poderia ser uma cegada…

Basta fazer as contas: um explosivo aumento do número de fogos não corresponde a qualquer aumento populacional da Nazaré, chegando-se ao ridículo de aprovar subsídio de maternidade para tal desiderato. Logo, o exponencial crescimento urbanístico resultou unicamente em 2ª habitação e na ausência de capacidade de fixação das pessoas, em particular, nos (ainda) centros históricos, que estão a definhar demográfica e economicamente a passos largos. Mais do que a “capital do mar”, a Nazaré é hoje a “capital das persianas fechadas”.

Talvez só no Carnaval nos possam querem fazer crer que aumentando ainda mais os perímetros urbanos, teremos mais população… Como se o objectivo principal de um Município – e logo do PDM – não devesse ser antes o aumento da qualidade de vida da população, assente em factores como a valorização do património cultural, a qualidade do meio ambiente, uma estrutura económica diversificada que atraia e mantenha empregos qualificados, num sistema de mobilidade sustentável, numa rede social de apoio mais eficaz.

Da opacidade do processo de revisão do PDM, só é possível esperar o pior. É tempo de mudar! É tempo de tornar este debate num processo vivo, participado e escrutinado pela comunidade local!

 

P’la Direcção

Associação de Defesa da Nazaré


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